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Novo Vauxhall Astra: mais leve e mais conectado com OnStar

Carro prata dirigindo em estrada curvada e úmida, com paisagem de colinas e lago ao fundo.

Mais um Vauxhall apenas correto - e meio sem graça?

A resposta, desta vez, é o novo Astra. Ele continua a ser um carro ainda mais “certinho” do que antes, mas já não passa a mesma sensação de tédio. O desenho ficou mais elegante e enxuto do que em qualquer geração anterior. E, sobretudo, ele transmite bem mais vivacidade, porque perdeu bastante peso.

Além disso, há motores novos que funcionam com mais suavidade, entregam mais força e consomem menos. E, na maioria das versões, aparece ainda um pacote de comunicações fora do comum: inclui um ponto de acesso wi‑fi rápido, com dados à vontade.

Design do Vauxhall Astra: mais baixo aos olhos, mais largo na presença

O primeiro impacto vem da aparência. Como o carro é bem mais leve (isso fica claro mais adiante), a carroçaria ganhou linhas mais nítidas e uma “firmeza” visual que reforça essa ideia. A área escurecida entre a coluna traseira inclinada e o teto “flutuante” acima dela faz o Astra parecer mais baixo quando visto de lado - e mais largo quando observado por trás.

Na dianteira, uma lâmina na cor da carroceria que passa por baixo de cada farol de neblina também alonga a sensação de largura e ajuda a frente a parecer mais próxima do asfalto. A iluminação acompanha a tendência do momento, com efeitos 3D bem trabalhados tanto na frente quanto atrás.

Cabine e ergonomia: menos botões, mais lógica

Por dentro, a grande tela nova de controlo permitiu à Vauxhall eliminar as “fileiras” de botões que antes ocupavam a consola central. Muitos carros fazem isso hoje, mas em vários casos o resultado é irritante: menus pouco intuitivos e ecrãs que demoram a responder.

No Astra, esse problema é contornado com muita competência. O sistema é excelente e vem de série na maioria das versões, junto com CarPlay e Android Auto. E as partes físicas do interior - em vez de meramente virtuais - têm boa montagem e um toque de elegância acima do esperado para esta categoria.

À noite, os faróis adaptativos de LED (opcionais) fazem uma diferença enorme - e, nesta classe, ninguém mais oferece algo equivalente.

Conectividade OnStar e ponto de acesso wi‑fi: quando a internet entra no carro

A maior parte dos Astras vem com OnStar. Basta apertar um botão junto ao retrovisor para falar com uma pessoa de verdade em Luton, capaz de acionar assistência em caso de avaria e apoio em emergências. Além disso, esse atendimento também consegue consultar toda a informação disponível na internet.

E o melhor é a praticidade: em vez de perder tempo no ecrã a procurar um endereço ou um ponto de interesse quando você não sabe soletrar o nome (ou nem sabe em que categoria procurar), você simplesmente dita ao operador. Ele encontra o local e envia o endereço diretamente para o carro - ou qualquer outro endereço, aliás.

O operador também consegue informar, com boa margem de segurança, onde há congestionamentos e que alternativas podem ajudar a evitá-los. Ou até dizer se o seu time já ganhou.

Por que isso é diferente de “ligar para alguém”

Dá para pedir ajuda por telefone, claro - mas o OnStar usa uma antena grande do tipo “barbatana” no teto, o que garante receção de dados bem melhor do que a de um celular.

Para completar, você recebe dados 4G grátis durante o primeiro ano.

Essa conexão alimenta os aplicativos do carro, como rádio pela internet, e também o ponto de acesso wi‑fi. Assim, quem vai atrás - entediado - pode ficar no iPad a viagem inteira, em vez de brincar de “Eu espio” ou, quem diria, interagir com outros seres humanos. Provavelmente vão adorar.

Ao volante: leveza sem fragilidade, direção progressiva e boa compostura

Na condução, o Astra passa sensação de leveza no sentido certo: é ágil, responde com vontade. Ainda assim, não parece frágil nem “lata”. Essa perda de massa (entre 130kg e 200kg a menos do que o modelo anterior, dependendo da versão) foi possível porque a plataforma nova foi pensada para apenas três carroçarias: hatch, perua e sedã (este último não para o Reino Unido).

Antes, a base do Astra precisava suportar peso extra para permitir derivações como a Zafira de sete lugares, a Antara com tração 4x4 e o conversível Cascada. Aqui, não.

Em curvas, a direção tem progressividade bem acertada, o que torna o Astra um carro que “valoriza” o motorista. Para um hatchback, ele surpreende pela resistência ao subesterço e ao rolamento da carroçaria - o que o coloca muito à frente daqueles crossovers altos que viraram moda.

A suspensão também é suficientemente flexível para encarar uma estrada secundária britânica malconservada sem ficar instável ao passar por remendos e ondulações.

No conforto de rodagem, isso vale na maior parte das velocidades. No trânsito urbano, aparece um pouco de “batida” seca, mas nada preocupante. E, apesar de ser um carro leve, o conjunto de suspensão trabalha com discrição: é relativamente silencioso, algo que nem sempre se vê nesse tipo de proposta.

Motores e desempenho: mais fôlego, menos consumo

O desempenho ficou bem mais esperto do que antes, graças à combinação de motores totalmente novos com a redução de peso.

Assim, o 1.4 turbo a gasolina de 150bhp dá conta do recado com folga, chegando a 60mph em menos de oito segundos (cerca de 97 km/h). É um motor silencioso e, quando se ouve algo, o som é suave - ainda que com pouca personalidade. O atraso do turbo praticamente não aparece, o que é o mais importante.

Há também um novo 1.6 diesel muito silencioso, com desempenho parecido. Em economia, ambos ficam no topo das suas classes.

E para quem usa como carro de empresa?

A Vauxhall não deixaria isso escapar. E, se você comprar um Astra novo - ou tiver um comprado para você - não há um motivo forte para ficar desejando estar num Golf, Focus, Leon ou Mazda3…

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