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Evoque e Discovery Sport híbridos plug-in: teste completo

SUV branco Land Rover Discovery rodando em estrada sinuosa com céu nublado ao fundo.

Ah, as versões plug-in que tinham prometido

Sim, elas finalmente chegaram. Quando a nova geração do Evoque e do Discovery Sport foi anunciada, a conversa era clara: seria necessária uma plataforma nova para acomodar baterias - só que, no lançamento, essas baterias ainda não estavam prontas. Agora o cenário mudou: aparecem as variantes híbridas plug-in (PHEV), que permitem ter um SUV sofisticado como carro de empresa com baixa tributação. E, para quem de facto liga na tomada, o consumo pode ser excelente.

Como funciona?

A parte a combustão é um motor pequeno: 1,5 litro, três cilindros, turbo, a gasolina, com 200 cv. Um câmbio automático convencional move as rodas dianteiras. Há ainda um motor de arranque/alternador mais forte, capaz de recuperar energia extra para alimentar a bateria.

Não existe eixo cardã, porque a tração traseira fica por conta de um motor elétrico próprio no eixo traseiro, com 109 cv.

Somando tudo, o conjunto passa um pouco de 300 cv, e vira tração integral quando motor a gasolina e motor elétrico trabalham ao mesmo tempo.

Parece uma solução bem pesada.

Na prática, nem tanto. O três-cilindros é 37 kg mais leve do que o quatro-cilindros a gasolina - e é mais leve também do que o quatro-cilindros a diesel. Além disso, como não há cardã nem conjunto de diferencial central, o PHEV a gasolina, no total, não fica significativamente mais pesado do que o diesel equivalente.

Quais são os números?

A autonomia elétrica no ciclo WLTP é de 34 milhas (cerca de 55 km). No mesmo ciclo, o CO2 declarado é 44 g/km, e o consumo combinado é 141 mpg (aprox. 2,0 L/100 km).

No desempenho, ele faz 0–100 km/h em 6,6 s. É mais do que suficiente.

Mas números não dizem como ele se sente.

E aqui a sensação é muito boa. O Evoque, em especial, é extremamente silencioso - mesmo quando o motor pequeno está a trabalhar com carga elevada. A alternância entre motor desligado e ligado (e o caminho inverso) acontece de forma suave no uso híbrido.

Há, no entanto, um detalhe: se o motor a gasolina estiver desligado, nem sempre a resposta para exigir aceleração máxima é instantânea. Isso não chega a ser um problema; se você prevê que vai precisar “pé embaixo”, basta puxar uma das aletas de troca no volante e o motor entra em funcionamento imediatamente.

Com o motor ligado, este câmbio de oito marchas “caça” menos as relações do que o automático de nove marchas usado em outros Evoque e Discovery Sport.

Ao selecionar os modos fora de estrada, o sistema também mantém o motor a gasolina ativo para garantir a tração 4x4.

Com a bateria cheia, ele prioriza o modo elétrico, e a força no eixo traseiro é suficiente para praticamente todo o uso em bairros e vias urbanas - e, com paciência, dá para chegar a velocidade de autoestrada.

Num percurso misto, conduzindo de forma bem animada, o consumo ficou em torno de 130 mpg (aprox. 2,2 L/100 km), e a bateria foi de 100% até totalmente descarregada. Se esse for o seu trajeto diário, é o tipo de economia que agrada. E, se o deslocamento diário for ficando mais curto e você recarregar em casa, o consumo médio pode aproximar-se do “infinito”.

Você pode escolher entre rodar em modo EV ou guardar a carga para mais tarde, quando souber que vai entrar numa área urbana. Atualizações de software via OTA, no futuro, permitirão que isso aconteça automaticamente se você inserir o destino no GPS.

O sistema de travagem faz mistura total (blending) para recuperar energia e devolver carga à bateria, poupando os discos até ultrapassar 0,2 g. O pedal também tem progressividade - algo que muitos híbridos não conseguem acertar.

Curiosamente, o Discovery Sport é perceptivelmente mais barulhento. Ainda assim, desempenho e consumo mantêm-se os mesmos.

E a recarga?

Ele traz entrada DC, o que a maioria dos PHEVs não oferece. A potência de carga chega a 32 kW, suficientes para levar a bateria de 15 kWh a 80% em meia hora. Fora isso, há carregamento AC a 7 kW em wallbox residencial ou carregador de rua, fazendo 0–80% em pouco menos de 1 hora e meia. A terceira alternativa é a tomada doméstica de três pinos, que implica carga durante a noite.

O ideal é deixar no AC e usar a aplicação para avisar o horário de saída, assim bateria e cabine chegam à temperatura certa. Caso contrário, como em qualquer EV, um dia frio reduz a autonomia.

E o resto do carro?

Continua muito bom - como já dissemos várias vezes. Neste ano, ambos recebem o novo sistema de infotainment super-rápido que estreou no Defender. As cabines são excelentes, e a do Discovery Sport é particularmente versátil.

O Evoque, para um crossover, é ágil e divertido: suspensão bem controlada, rodar firme e amarrado, mas sem aspereza. O Discovery Sport vai noutra direção: é mais macio, rola mais em curva e tem direção mais pesada. No conjunto, ele encaixa-se bem entre o Evoque e o balanço “barco grande” superconfortável do Discovery maior, o mais completo da linha.

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