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Primeiro contato com o Kia Sportage de quarta geração

SUV vermelho Kia Sportage trafegando em estrada asfaltada ao entardecer.

O que é e por que o Nürburgring importa

O que é isso?

Trata-se do Kia Sportage de quarta geração, ainda em fase final de desenvolvimento antes do lançamento. E tudo indica que, desta vez, a marca coreana quer que a parte “Sport” do nome do crossover médio fale mais alto.

Por que essa impressão?

Porque a Kia nos levou até o Nürburgring para guiar duas unidades de pré-produção do modelo totalmente novo. Como acontece com várias fabricantes, a Kia mantém um centro permanente de P&D ao lado do circuito, usando os cerca de 21 km de asfalto irregular mais famosos do mundo para afinar seus carros. A lógica é simples: se ele aguenta o “Inferno Verde”, também deve encarar, sem drama, ruas urbanas esburacadas - como as travessas de Slough, bem menos fotogénica do que as montanhas de Eifel.

Mas um crossover como o Sportage precisa mesmo girar voltas e voltas na Nordschleife?

Precisa, sim. Nos boxes da Kia perto da D258 - a estrada que acompanha a reta mais longa do traçado - havia um Sportage de quarta geração em configuração bem básica que já tinha rodado 9.656 km (6.000 milhas), o equivalente a mais de 460 voltas, em ritmo forte. E, honestamente, ele até tinha um certo charme: as rodas dianteiras estavam completamente cobertas pela poeira de freio acumulada nesses quilômetros de castigo.

Como o Kia Sportage anda: acerto de chassi, freios e conforto

Então funcionou? O novo Sportage é um SUV que realmente enfatiza o “S” de Sport?

Não vamos chamá-lo de “mini-Macan”, mas ele está claramente mais afiado do que o Sportage anterior. O controle de carroceria é bom o suficiente para que algumas voltas rápidas no circuito GP não virem um festival de pneus cantando, e ainda assim, nas estradas e Autobahns no caminho de ida e volta do aeroporto de Frankfurt, o Kia mostrou uma rodagem bem confortável. Os freios também se destacam, com boa resposta inicial e um pedal fácil de modular, e as duas combinações de motor e câmbio testadas deixaram ótima impressão.

Motores e transmissões: 1.6 GDI com DCT e 2.0 CRDi manual

Quais conjuntos mecânicos eram esses?

Um motor a gasolina 1,6 litro GDI combinado ao novo câmbio DCT de dupla embraiagem e sete marchas, além do já conhecido 2,0 CRDi diesel com câmbio manual de seis marchas. Passamos mais tempo ao volante do diesel, mas dá para adiantar que o gasolina com DCT trabalha com suavidade: apesar da cilindrada pequena, o motor dá conta de mover o porte do Sportage com tranquilidade, e a transmissão está muitos níveis acima das “automáticas” atuais da Kia.

E o 2.0 CRDi, como ficou?

Ele é o destaque. A unidade 2,0 litros mantém a mesma arquitetura básica de antes, mas a Kia se empenhou para elevar o refinamento em todas as frentes. Seja esticando as marchas mais baixas até a linha vermelha, seja mantendo um cruzeiro constante de 120mph na Autobahn, o diesel não fica barulhento nem áspero. Na verdade, ele é tão silencioso que, numa troca de motorista, descemos convencidos de que o start-stop tinha desligado o motor - e quase tentamos dar partida no CRDi mesmo com ele ainda a funcionar. Ops.

Interior, espaço e tecnologia a bordo

Como é o interior?

Excelente. Por melhor que fosse a cabine do Sportage de terceira geração, ainda havia um ou outro comando meio aleatório e alguns plásticos mais rígidos. No carro novo, esse tipo de detalhe desaparece e, com isso, a sensação é de um produto genuinamente premium. O quadro de instrumentos tem telas nítidas e bem resolvidas, a central multimídia com navegação traz gráficos limpos e, no geral, é um ambiente muito agradável. E há espaço de sobra atrás e também no porta-malas.

Design, direção e pontos que incomodam

Há algo de que você não gostou no Sportage?

Sim. Embora o visual externo mais “limpo” e incisivo funcione na maior parte, a dianteira não nos convenceu 100%. Separar os faróis da grade “nariz de tigre” é claramente a nova direção de design da marca - e o futuro Niro híbrido deve seguir a mesma receita -, mas isso dá ao carro uma expressão um pouco esbugalhada e sem muita presença.

Outra questão é que a Kia ainda não acertou a direção com modos variáveis: independentemente do ajuste escolhido, ela continua a transmitir pouca vida.

Versões e preços

Certo, dá para conviver com isso. E quanto a preços e versões?

A linha principal de acabamentos vai de KX-1 a KX-4, e esta GT Line - uma especificação mais esportiva, com as quatro luzes diurnas de LED em formato de “cubos de gelo” e alguns adendos estéticos - fica exatamente no meio das KX.

No lançamento, haverá ainda uma série limitada First Edition, no topo da gama, com preço a partir de (ai) £31,645. De forma bem mais razoável, o crossover da Kia começa em £17,995.

Eu deveria comprar um?

Ainda precisamos guiar o modelo finalizado por mais tempo em estradas do Reino Unido para posicioná-lo com segurança no segmento, mas os sinais iniciais são animadores - desde que você aceite aquele visual de frente.

Os números
1995cc, 4cyl, 4WD, 134bhp, 275lb ft, tbc mpg, from 119g/km CO2 (on 1.7 CRDi), 0-62mph tbc, tbc mph, tbc kg

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