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Mercedes-Benz desacelera planos para 100% elétricos e mantém combustão na década de 30

Carro elétrico Mercedes-Benz prata estacionado em showroom moderno com carregadores ao redor.

Depois de GM, Ford e JLR, a Mercedes-Benz também decidiu tirar o “pé do acelerador” na corrida pelos 100% elétricos, empurrando suas metas de vendas para mais adiante. Ao mesmo tempo, a fabricação de modelos a combustão seguirá até “bem dentro da década de 30”, segundo Ola Källenius, diretor executivo da montadora.

Em 2022, a Mercedes-Benz havia comunicado a intenção de se tornar 100% elétrica em 2030 - nos mercados em que isso fosse viável - e de alcançar 50% das vendas com elétricos e híbridos plug-in já em 2025.

Metas de eletrificação da Mercedes-Benz são postergadas

Agora, a marca espera chegar à meta de 50% das vendas apenas na segunda metade desta década, e não mais até 2025.

As razões da desaceleração

A mudança de ritmo está ligada, em primeiro lugar, ao esfriamento da demanda por carros 100% elétricos, que vem reduzindo a velocidade de adoção nos principais mercados. O segundo fator é o custo.

Em entrevista recente à Bloomberg Television, Ola Källenius afirmou que a paridade de preço entre veículos elétricos e modelos a combustão “ainda está a muitos anos de distância”. Por isso, ele avalia que, nos próximos anos, os elétricos continuarão mais caros do que equivalentes com motor a combustão.

A declaração se conecta a outra fala do executivo no fim do ano passado, quando ele “avisou” que a Europa, em 2030, provavelmente não estaria pronta para receber uma linha Mercedes totalmente elétrica.

Källenius sustenta esse ponto citando diversos estudos que indicam uma transição mais lenta entre seus clientes por diferentes motivos - da infraestrutura de recarga ainda insuficiente até a falta de apelo dos próprios modelos elétricos.

Estratégia: combustão até 2027 e nova geração de elétricos a partir de 2025

Para equilibrar esse esfriamento na procura por elétricos, o CEO afirmou que a Mercedes-Benz seguirá apostando em automóveis a combustão por mais alguns anos e já prepara uma linha atualizada para 2027. Com isso, esses veículos devem permanecer em produção praticamente até a metade da próxima década.

Mesmo assim, a eletrificação não sai do foco. A fabricante alemã pretende lançar, a partir de 2025, uma nova geração de elétricos para “virar o jogo”. A proposta é enfrentar o problema de custos, com Källenius citando uma redução de 30%.

O primeiro modelo dessa fase será a nova geração do Mercedes-Benz CLA, antecipada pelo CLA Concept em 2023, com promessa de alta eficiência (12 kWh/100 km) e autonomia em torno de 750 km.

Cenário de 2024: desafios e participação de elétricos e plug-in

Até lá, a marca da estrela projeta um 2024 complicado, com início já no primeiro trimestre e expectativa de resultados abaixo do mesmo período de 2023. Källenius aponta como razões a desaceleração da economia; as tensões comerciais entre China - país em que a empresa pretende introduzir 15 novos modelos -, Estados Unidos e Europa; além de perturbações nas cadeias de fornecimento.

A empresa também prevê, neste ano, estagnação na evolução da participação de elétricos e híbridos plug-in, que deve ficar entre 19% e 21%.

Fonte: Automotive News

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