EREV (Elétricos com Extensor de Autonomia) ou híbridos plug-in? Apesar de as duas soluções terem um propósito muito parecido - ampliar a mobilidade eletrificada -, para a BYD existe um caminho claramente mais forte: os híbridos plug-in.
A avaliação vem de Alfredo Altavilla, conselheiro especial da BYD para a Europa, que classifica essa alternativa como “definitivamente superior”. Na visão dele, a vantagem está no modo de utilização: o motorista pode conduzir o carro de “três formas diferentes: a decisão é do consumidor, consoante a potência de que precisa do motor. Os EREV funcionam sempre da mesma forma”, afirmou.
EREV e híbridos plug-in: como cada tecnologia funciona
Para situar o tema, os EREV são carros que, mesmo trazendo um motor a combustão, seguem sendo movimentados apenas pelo motor elétrico. Em outras palavras, é o conjunto elétrico que permanece fisicamente ligado às rodas. Já o motor a gasolina entra como gerador, produzindo energia para recarregar a bateria do sistema elétrico sempre que necessário.
Nova geração de PHEV da BYD
Diante desse cenário, a BYD já comunicou que trabalha no lançamento de uma nova geração de híbridos plug-in. A promessa é de cerca de 200 km de autonomia em modo 100% elétrico, além de recarga com potência máxima de 150 kW. A estreia no mercado europeu é esperada para os próximos um a dois anos.
Autonomia e recarga dos novos híbridos plug-in (PHEV) da BYD
A marca quer avançar justamente nos pontos que mais pesam para o uso cotidiano: mais quilômetros rodando só com eletricidade e recargas muito mais potentes do que as praticadas hoje em muitos PHEV.
A tecnologia DM-i hoje e o BYD Seal U DM-i em Portugal
Atualmente, a linha híbrida da fabricante utiliza a tecnologia DM-i. Em Portugal, o único modelo disponível com esse sistema é o BYD Seal U DM-i. Esse SUV híbrido entrega até 125 km de autonomia elétrica (ciclo combinado WLTP) e aceita recarga (DC) de até 18 kW.
“O nosso objetivo é que as pessoas utilizem realmente o modo 100% elétrico no dia a dia, mas que, quando quiserem fazer longas distâncias e não tiverem oportunidade de carregar, tenham a liberdade de ir para onde quiserem”, declarou Stella Li, vice-presidente da BYD.
Para Altavilla, a evolução para essa nova geração é um movimento sem volta, já que se trata do “novo campo de guerra dos construtores”. “Toda a gente está à espera de uma revisão do Pacto Ecológico Europeu, que abra os mercados para além de 2035”, acrescentou.
Ele também critica as autonomias elétricas mais curtas: “Se tiver um carro com uma autonomia entre os 35 e 45 km em modo elétrico, tem, na prática, um carro a combustão com uma ficha”, disse, destacando que a busca por maiores alcances também tem alimentado o interesse pelos EREV.
EREV em alta na China e um exemplo já lançado em Portugal
Vale lembrar que essa tecnologia vem ganhando tração na China. Entre os modelos com extensor de autonomia que chegaram recentemente a Portugal está o Leapmotor C10 REEV, com alcance máximo anunciado em torno de 970 km - sendo que, desse total, apenas 145 km são percorridos em modo exclusivamente elétrico.
Planos para o futuro
Alfredo Altavilla demonstra confiança na ofensiva da marca no continente europeu: “acho que não há mais nenhum construtor neste continente com uma ofensiva de produto como a nossa”.
“Se queremos ter um papel de destaque na Europa, temos de ter uma gama de produtos dedicada e é isso que vamos ter.”
Alfredo Altavilla, conselheiro especial da BYD para a Europa
“Lançámos seis novos modelos em menos de um ano e estamos a cobrir os principais segmentos deste mercado”. Segundo Altavilla, até o fim do ano ainda devem surgir novas revelações.
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