O que é?
O que é isso?
Trata-se do Ford Edge 2015, uma reformulação completa de nova geração do modelo que estreou nos EUA em 2006 e passou por atualização em 2011. Ele utiliza a mesma plataforma que serve de base para os novos Mondeo, Galaxy e S-Max, o que significa que já nasce com um conjunto grande de tecnologias conhecidas. A grande novidade, porém, é que ele vai entrar no portefólio do Reino Unido no outono, chegando como modelo 2016.
Para que serve e onde se encaixa
Para que ele foi feito?
Nos Estados Unidos, o Edge fica posicionado entre o Escape (que, por aqui, equivale ao nosso Kuga), que vende três vezes mais, e o SUV Explorer, que emplaca o dobro por mês. Isso pode dar a impressão de que ele é um produto secundário, mas não é o caso: desde o lançamento, o Edge tem sustentado aproximadamente 10.000 unidades por mês de forma consistente. O recado é simples: crossovers de todos os tamanhos e estilos são a escolha preferida do consumidor americano - e, cada vez mais, também do resto do mundo.
Certo, então é por isso que ele vai para lá. Com quem ele vai brigar?
Novamente, o mercado norte-americano dá pistas: o Edge tem o maior preço médio de transação do segmento. Na prática, ele costuma ser visto como um modelo de apelo mais premium. Para o seu público, design e tecnologia pesam tanto quanto a capacidade de levar uma “carga de compras de shopping” - algo que ele faz com folga. Seguindo essa leitura, em vez de mirar em concorrentes como Nissan e Hyundai, a Ford do Reino Unido pretende posicionar o Edge contra rivais premium como o Audi Q5 e o Volvo XC60.
E como ele se sai frente a esses dois?
Ainda é cedo para cravar, porque existe uma lista considerável de alterações antes de o modelo desembarcar no Reino Unido, mas alguns sinais são animadores. Por dentro e por fora, ele é maior do que os dois europeus e oferece até 10 pés cúbicos (cerca de 280 litros) a mais de espaço para bagagem com os bancos traseiros em uso. O resultado é um ambiente claramente mais amplo, tanto para quem conduz quanto para quem vai a bordo.
O que muda na versão europeia do Ford Edge
A estrutura também recebeu um acerto mais firme e agora há suspensão traseira multibraço, o que ajuda a manter um bom comportamento em estrada. O rodar pende para o conforto; a cabine é bem silenciosa graças ao vidro acústico e a uma vedação de 360° no compartimento do motor/capô; e a visibilidade é excelente, já que a posição de condução é alta.
O Edge Sport foi o que entregou melhor controlo e mais diversão ao volante, mas boa parte disso estava ligada ao motor V6 2,7 litros biturbo de 315 cv.
E por que isso é um problema?
Esse motor não virá - nem os outros dois a gasolina: um V6 já conhecido e um quatro cilindros em linha 2,0 litros turbo de dupla entrada (twin-scroll). Os Edge destinados ao Reino Unido (a Ford ainda trabalha na especificação final) deverão receber um de dois motores 2,0 litros turbodiesel: um com 178 cv ou outro um pouco mais forte, de 207 cv, tal como no Mondeo, com o qual partilha a plataforma.
Há mais mudanças evidentes?
Nos modelos europeus, haverá ajustes discretos no visual, com menos cromados e materiais internos de melhor qualidade. Também entra um reforço de tecnologia com itens como reconhecimento de sinais de trânsito, sistema de prevenção de colisão Gen3 e assistência inteligente de velocidade.
Os carros do Reino Unido ainda serão os primeiros a estrear uma versão aprimorada do assistente ativo de estacionamento, agora capaz de fazer manobras em vagas perpendiculares (lado a lado) além das paralelas (junto ao meio-fio). Por outro lado, não haverá o SYNC 3 atualizado como sistema central: ele abandona o pacote da Microsoft e adota uma plataforma QNX, que, segundo se diz, é mais rápida e menos complicada.
Como é ao volante e vale a compra?
Como ele é para dirigir?
“Fácil” é a palavra que vem à cabeça. O volante fica inclinado para a frente de forma bem perceptível e o painel é baixo, o que pode dar uma sensação próxima à de uma van. Em compensação, o conjunto de áreas envidraçadas e as colunas finas garantem uma ótima visão em todas as direções.
Ainda será preciso ver como ficam os ajustes de chassi na Europa, mas, se forem comparáveis aos do Sport americano, a tendência é de que tudo corra bem. Ele também transmite muita segurança por ter uma bitola larga e tração integral ativa. Pense nele como um Kuga maior e mais largo, e você estará perto da ideia.
Devo comprar um?
Se o visual te agrada, sim. Ele deve custar vários milhares de libras a menos na compra e ficar alguns trocados mais barato por mês num leasing, além de vir carregado de tecnologia. A interface homem-máquina (IHM) de Audi e Volvo ainda passa uma sensação um pouco mais premium, mas não será necessariamente mais confiável.
Ele não é tão “quebrador de padrões” quanto o S-Max, nem tão suburbano quanto o Kuga. Ainda assim, vale a experiência.
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