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BYD quer substituir a Toyota e virar o rei do setor automotivo em 5 anos

Carro elétrico vermelho BYD King 2030 em exposição moderna com estação de recarga e telas digitais ao fundo.

A BYD quer tirar da Toyota o posto de líder global do setor automotivo em até 5 anos. Para isso, a empresa aposta pesado em investimentos em baterias, em recarga rápida e em fábricas no exterior - estratégia que permite fabricar localmente, em vez de depender apenas de exportações a partir da China.

Apesar de exibir um ritmo de crescimento agressivo, a montadora chinesa ainda não ocupa o topo do mercado. Hoje, quem detém essa posição é a Toyota. Ainda assim, a BYD afirma que pretende dominar o segmento e dá a si mesma um prazo de cinco anos para chegar lá. “A BYD se tornará verdadeiramente a maior montadora do mundo em termos de escala dentro de cinco anos”, disse Wang Chuanfu, presidente e fundador da BYD, durante uma reunião com acionistas, segundo o jornal The Guardian.

Estratégia da BYD para ultrapassar a Toyota em 5 anos

A companhia chinesa, que ultrapassou a Tesla em 2025, quer abrir vantagem sobre os rivais combinando três frentes: tecnologia de baterias, recarga ultrarrápida e produção distribuída nas regiões onde atua.

Baterias e recarga ultrarrápida: 3.000 pontos até 2027

Como parte dessa ofensiva, a BYD anunciou recentemente a intenção de instalar na Europa uma rede de 3.000 pontos de “carregadores flash” até 2027. Cada estação custa mais de 500.000 euros para ser construída, mas o plano tem um objetivo claro: espalhar o seu sistema de recarga ultrarrápida e atacar um dos principais pontos fracos dos carros elétricos.

No campo industrial, a empresa também deve começar a montar veículos na Hungria no último trimestre de 2026. Além disso, a BYD já procura um segundo local de produção no continente europeu. A ideia seria comprar uma fábrica já existente, e não erguer uma unidade do zero. Vale lembrar que produzir na Europa permitiria à BYD contornar as tarifas da União Europeia sobre veículos elétricos montados na China.

Washington começa a reagir

A velocidade com que a BYD avança no setor automotivo lembra a trajetória da Huawei no mercado de smartphones na década de 2010. Na época, a marca chinesa tinha como meta se tornar a número 1 do mundo, à frente de Samsung e Apple. Esses planos, porém, foram por água abaixo após a imposição de sanções pesadas pelos Estados Unidos, que impediram o acesso a componentes considerados essenciais.

E é justamente esse tipo de reação que começa a ganhar forma agora. Atualmente, os Estados Unidos já colocaram a BYD na mira. Nesta semana, o Pentágono incluiu um grupo de empresas chinesas de tecnologia - entre elas Alibaba, Baidu e BYD - em uma lista de companhias que, segundo o órgão, ajudam o Exército chinês. De acordo com uma reportagem da CNBC, essa designação pode excluir de contratos do Pentágono as empresas que compram de fornecedores como a BYD e outras companhias adicionadas à lista.

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