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Volkswagen Polo Blue GT: avaliação completa

Carro Volkswagen Polo azul estacionado em área externa iluminada pelo sol.

O que é o Volkswagen Polo Blue GT?

O Volkswagen Polo Blue GT é a tentativa da VW de juntar a vocação desportiva do Polo GTI com a eficiência da tecnologia Bluemotion - um emblema mais comum na traseira de Passat a diesel que vivem a disputar a faixa da esquerda. Aqui, a proposta é dar a essa ideia uma cara mais atraente num Polo bem equipado.

No visual, ele pisca para o GTI com faróis escurecidos e um kit de carroçaria discreto. Também dá para ter tecnologias de modelos maiores, como controlo de cruzeiro adaptativo e deteção de colisão. E não, o carro não precisa ser azul.

Preço e números do Blue GT

Os preços começam em £17,860, o que o coloca £1000 abaixo de um Polo GTI. Em vez do motor maior do GTI, o Blue GT usa um 1.4 turbo a gasolina: são 42bhp a menos, ficando com 148bhp.

Com isso, o 0-62mph em 7.8sec fica cerca de um segundo atrás do GTI. Em contrapartida, o foco está no custo de uso: consumo oficial de 60.1mpg (aprox. 21,3 km/l) e imposto de £20 por ano, números pensados para tornar a rotina bem mais barata.

Bluemotion na prática: desativação de cilindros

Para chegar a essa economia, há desativação de cilindros. Em cargas leves de acelerador - como quando se viaja a velocidades razoáveis de autoestrada - dois dos quatro cilindros do TSI deixam de atuar.

O nível de refinamento não desaba, e no começo é difícil até perceber o momento da transição. Com mais tempo ao volante, a alteração subtil para um ronco de “dois cilindros” fica mais evidente, mas nunca chega a incomodar. Curiosamente, isso ainda incentiva uma condução mais eficiente (ou seria mais “azul”?): o lado competitivo aparece, e você passa a procurar o ponto ideal em que dá para manter um bom ritmo com meia potência.

Como ele dirige?

Ele é confortável e competente. Talvez não sejam as palavras que alguém procura num hatch desportivo, mas a verdade é que ele não quer ser isso - por mais que a aparência tente sugerir o contrário.

A suspensão tem boa capacidade de absorção, a direção é leve e natural, e a aderência é honesta. Dá para andar rápido com facilidade, e fica mais simples ainda com o câmbio opcional DSG com borboletas.

O sistema de diferencial eletrónico da VW, o ‘XDS’, ajuda a gerir a força no eixo dianteiro motriz. Ainda assim, não espere a diversão mais agressiva e a “puxada” típica na frente que um diferencial mecânico de verdade pode oferecer - isso não faz parte do pacote.

O motor parece tão distante do ritmo do GTI quanto os números indicam, e não transborda personalidade. Por outro lado, funciona com suavidade exemplar e, para quem gosta de carros, gasolina continua a ser infinitamente mais agradável do que diesel - especialmente num modelo deste tamanho.

Pontos fortes e ressalvas

Sim, o elogio soa contido - e é mesmo um reflexo do que sentimos. O carro é agradável (muito agradável, aliás) e, se você está decidido a ter um, não há nenhuma fragilidade grande o bastante para nos fazer recomendar que desista.

O problema é escapar de dois factos: o 1.2 a gasolina mais barato é quase tão divertido ao volante, e no nosso uso a média não passou de 45mpg (aprox. 15,9 km/l), o que faz o Polo GTI não ficar tão longe em custo quanto as estatísticas oficiais sugerem. No fim, este é um “faz-tudo” que não chega a dominar nenhuma das propostas. O Polo é um carro muito bom, mas continua a brilhar mais nos extremos da gama do que no meio.

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