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Mini Cooper van 1962: conversão elétrica Electrogenic na prática

Carro clássico Mini Cooper preto com adesivo "The Cooper Car Company Ltd" circulando em rua urbana.

Atrasado para um encontro de corridas clássicas, é?

Você tem olho bom. Isto é uma van Mini Cooper - um raro exemplar de 1962 com “teto plano”. E, neste caso específico, ela recebeu uma decoração que replica com precisão a antiga van de apoio (de peças e ferramentas) da equipe de competição original da Cooper Car Company.

E ela chegou até nós por gentileza de Mike Cooper. Sim, esse mesmo Cooper: filho do próprio John, o pai do carro de corrida com motor central. O sobrenome que virou sinônimo dos Minis mais apimentados. E este aqui, como manda o figurino, também entra nessa lista. São 135bhp, o bastante para fazer os pneus dianteiros “cantarem” e dar aquele ânimo extra para seus golpes de lingotes. Tudo graças a um conjunto elétrico que dá para aparafusar em casa, tranquilamente, entre o café da manhã e o lanche da manhã.

O que está acontecendo sob o capô?

Essa e-conversão é obra da Electrogenic, empresa de Oxfordshire. Eles são conhecidos por kits para Land Rover, têm a inevitável (e polêmica) opção para Porsche 911 e ainda prometem deixar um DeLorean menos sofrível.

Há pouco tempo, eles também apresentaram um projeto curioso para oferecer conversões elétricas para os Mazda MX-5 originais. Para alguns é heresia; para outros, faz todo sentido - os Jaguar E-Type elétricos deles, por exemplo, estão vendendo muito bem nos EUA.

O que há de especial na conversão de Mini deles?

O que mais chama a atenção neste pacote é que ele foi pensado para instalação pelo próprio dono. Bem-vindo à era do carro “e-kit”.

Sim: do mesmo jeito que existe um “crate V8” da GM nos EUA, aqui você compra pela internet um conjunto completo e faz a troca por conta própria. O roteiro é direto: sai o motor original abaixo de 1,0 litro e o subchassi de fábrica; freios e suspensão migram para um novo subchassi da Electrogenic já com o e-motor instalado; e então tudo isso é casado com o seu Mini doador.

Quanto custa?

A ideia de economizar alguns trocados de mão de obra pode parecer tentadora quando você descobre o preço do kit em si: £25k para o motor de 90bhp (mais IVA) e £30k para esta versão de 135bhp. Mais IVA, e o carro doador não entra na conta. Não é barato.

Então, não se trata de um carrinho urbano “pechincha”, e também não é necessariamente o jeito mais “verde” de colocar um clássico na rua - porque, como já sabemos, a maior fatia das emissões de carbono de um EV vem da produção da bateria. Aqui, a carroceria foi fabricada há seis décadas; já o conjunto novo vai precisar de um bom tempo para compensar sua própria pegada.

Então por que fazer isso?

Imagino que a resposta seja a tranquilidade: essas conversões tornam os clássicos muito mais utilizáveis para quem não quer passar os domingos com o braço enfiado num buraco oleoso, “mexendo na velha senhora”.

Você pode gostar da ideia ou achar que é uma profanação, mas parece haver um mercado saudável para juntar a estética absurdamente cool de Carnaby Street com a facilidade “apertou, andou” de um iPhone. E transformar essa conversão em algo simples de fazer você mesmo abre um caminho promissor para o futuro da preparação doméstica de carros.

Na prática, funciona mesmo?

O que dá para afirmar é que, na Londres de especificação 2025 - com medidas para acalmar o trânsito, ilhas de pedestres, faixas de ônibus, supervias de ciclistas, riquixás com luzes de discoteca e labirintos de mão única - um Mini de sessenta anos continua incrivelmente adequado ao ambiente.

Você vai baixo, colado no chão, com a sensação - literalmente - de estar num kart, encaixado numa distância entre eixos bem quadrada, com as pernas ladeando o volante fino e inclinado. Assim que sai da vaga, a direção sem assistência é fácil de virar de um lado para o outro, e você já vai caçando brechas para aproveitar.

Como o conjunto foi reempacotado?

O motor fica sob o capô curtinho, enquanto a bateria de 20kWh mora no meio do carro, dentro de uma caixa de ferramentas XXL. Numa versão “carro”, isso iria para o porta-malas. Ou seja: ainda dá para enfiar quatro amigos (ou nove palhaços)… só não espere levar a bagagem deles.

Eu gostei da releitura dos comandos clássicos: o puxador do afogador vira o seletor de marcha - empurra para frente (andar) e puxa para trás (ré). Um interruptor tipo toggle alterna entre os modos Cooper, Cooper S e Cooper GP, elevando o mapa de potência de comportado a bem nervoso.

E o indicador de combustível na parte de baixo do velocímetro central foi recalibrado para mostrar a autonomia restante. A promessa é de cerca de 100 miles (aproximadamente 161 km) - mais do que um dia inteiro de uso numa cidade em que a velocidade média do trânsito é de nine miles an hour (cerca de 14 km/h).

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