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Teste do Lexus RC RC300h híbrido

Carro esportivo Lexus prata dirigindo em estrada sinuosa com paisagem ao fundo em dia nublado.

O que é este cupê?

Trata-se do novo cupê Lexus RC, aqui avaliado na configuração com motorização híbrida.

Uma parcela grande dos Lexus vendidos combina motor a combustão e eletrificação - a marca ajudou a popularizar essa tecnologia em carros de grande volume - e, no caso do RC, rival direto de BMW Série 4 e Mercedes Classe C cupê, a expectativa é que cerca de 80% das vendas fiquem com o RC300h.

Conjunto híbrido e desempenho do Lexus RC300h

Nos híbridos maiores da Lexus, o pacote costuma unir um motor V6 a assistência elétrica. Já este cupê de tração traseira aposta em um quatro-cilindros 2,5 litros e apenas um motor elétrico.

Sozinho, o motor a gasolina entrega 178 bhp; com o elétrico trabalhando junto, a potência combinada chega a 220 bhp - exatamente o mesmo número de um Clio Trophy.

O problema é que o RC300h não tem a mesma leveza do hatch francês. Com 1.736 kg, ele é bem pesado, quase 200 kg acima de um Série 4 a diesel de potência semelhante. O resultado é um desempenho correto, sem empolgar: 0–100 km/h em 8,6 s e velocidade máxima de 190 km/h.

Consumo, números oficiais e o melhor cenário de uso

Pelos dados oficiais, são 57,6 mpg e 113 g/km. Mas, diferentemente da maioria dos carros, é no trânsito urbano que o RC300h mais convence.

É praticamente só na cidade que o motor elétrico consegue tocar o carro sozinho de forma viável; por isso, dá para ver consumo facilmente na casa dos 30 e poucos mpg. Na mesma situação, isso equivale a praticamente o dobro do que o RC200t a gasolina costuma fazer.

Dá para rodar só no elétrico?

Em tese, sim. Na prática, como não é um híbrido recarregável, a bateria nunca fica com carga suficiente para sustentar o modo elétrico por muito tempo.

A simples necessidade de sair do semáforo com uma agilidade socialmente aceitável já faz o motor a gasolina entrar em ação, e o mesmo acontece na maior parte das vezes em que você passa de 32 km/h. E é aqui que bate a frustração: não poder recarregar na tomada para ter, por exemplo, 32 km de autonomia sem emissões dá uma sensação de projeto já datado.

Os híbridos evoluíram muito, e Audi, BMW e Mercedes oferecem modelos recarregáveis mais agradáveis de usar do que os equivalentes da Lexus. Eles se adaptam melhor ao que o motorista precisa; já este sistema, sem recarga externa, depende de bastante delicadeza ao volante para render no seu melhor.

Design, interior e como ele se sente ao dirigir

Apesar das críticas ao trem de força, o RC é um carro com presença: o visual é marcante, e a cabine passa uma impressão bem sofisticada.

Na versão esportiva F Sport, você ganha mostradores motorizados inspirados no supercarro LFA, e o conjunto inteiro tem uma dose bem-vinda de personalidade em um segmento de cupês premium frequentemente mais careta. Mesmo sem transbordar de sensação e retorno de direção, ainda é um carro agradável de conduzir - e ele isola e aconchega de um jeito que um Série 4 tende a ter mais dificuldade para igualar.

Se o que manda para você são faixas de imposto ou uso urbano, o RC300h pode fazer sentido. Ignorando seus pontos fracos, ele é macio e refinado na cidade. Só é uma pena que o conjunto mecânico não esteja no mesmo nível “de ponta” do estilo, tão bem esculpido.

Ainda assim, a nossa escolha ficaria com os 20% que vão de RC200t a gasolina. Ele é mais gostoso de dirigir, custa menos em especificação equivalente e ainda oferece mais espaço no porta-malas.

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