Pular para o conteúdo

Novo Hyundai i20 mira o Polo

Carro branco Hyundai em curva de estrada montanhosa com guardrail e vegetação ao fundo.

A virada de imagem da Hyundai já não é novidade, mas vale relembrar esse contexto com a chegada do i20 totalmente novo. Trata-se de um modelo que deixou de colocar o “custo-benefício acima de tudo” como prioridade e passou a buscar um pacote mais amplo de qualidades, além de uma sensação mais madura ao dirigir e conviver. O alvo declarado é o Polo.

Interior e qualidade percebida do Hyundai i20

Basta entrar para perceber a ambição. O acabamento usa materiais agradáveis ao toque e a ergonomia é muito bem resolvida, quase impecável. Não é um interior feito para empolgar, porém transmite seriedade, é simples de operar e, nesse sentido, se aproxima bem mais do padrão do Grupo VW do que Corsa ou Fiesta.

Esse direcionamento aparece também nas palavras do chefe de design da Hyundai, Thomas Bürkle: "Queríamos fazer um carro pequeno que fosse de qualidade e escolhido por quem não quer um carro grande, não por quem não pode pagar um."

Design europeu e carroceria

A segunda geração do i20 foi desenhada na Europa e mal poderia ser mais diferente do antecessor: sai o visual alto e “pesado” na parte superior e entra um perfil mais baixo e elegante. Há influência evidente de rivais europeus - em alguns detalhes até demais, dá para argumentar -, mas o conjunto é bem-apessoado. Por enquanto, ele chega apenas com cinco portas; uma versão cupê de 3 portas estreia no início de 2015.

Motores a gasolina e o futuro 1.0 turbo

No lançamento, a gama traz três motores a gasolina aspirados e dois turbodiesel, com expectativa de que 85 por cento dos i20 vendidos sejam a gasolina. Entre os a gasolina, o 1,4 litro de 99bhp é o mais desejável por ser o mais forte, embora, sendo franco, todos soem um pouco sem graça e exijam giros altos para tirar o pouco que têm de desempenho.

Hoje, hatches compactos sem um moderno e pequeno motor turbo a gasolina acabam parecendo meio “sem fôlego”. A boa notícia é que, em 2015, chega um 1.0 turbo de três cilindros, com calibrações de 100bhp e 120bhp - e a nossa aposta é que ele vai se tornar a melhor escolha da linha.

Diesels: economia em destaque

Entre os diesel, o 1,1 litro de 75bhp chama mais atenção. Não pela agilidade (0 a 100 km/h em 16 segundos), mas pelo consumo declarado de 31,3 km/l e emissões de 84 g/km de CO2. Depois que finalmente ganha velocidade, ele se mostra surpreendentemente civilizado e mantém cruzeiro com competência. Na cidade, também responde bem, desde que você aceite a faixa de força mais estreita e não se incomode com trocas de marcha frequentes. Em trânsito carregado, contudo, é inevitavelmente mais áspero e “trêmulo”.

Dinâmica: conforto em primeiro lugar

Na dinâmica, a Hyundai deixa claro que conforto vem antes: a suspensão privilegia maciez e o acerto de equilíbrio é conservador. Ainda assim, em trechos mais sinuosos ele se sai bem - o controle de carroceria é competente e, embora a direção não ofereça muita sensibilidade (como era esperado), o peso é bem calibrado e agradável. Não chega perto do Fiesta quando o assunto é disposição esportiva, mas a missão aqui era facilitar a vida do motorista, e nisso o i20 acerta em cheio.

Considerando o pacote como um todo, o i20 convence. A lista de equipamentos é generosa: sensores de estacionamento e alerta de saída de faixa aparecem na versão SE, que custa cerca de mil a menos do que um Polo equivalente. É uma pena que falte um pouco de “chama” no conjunto - mas, para ser justo, dá para dizer o mesmo de alguns Polos também.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário