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Ferrari 250 GTO 3729GT Bianco Speciale vai a leilão em 2026

Carro clássico esportivo branco Ferrari 250 GTO exposto em museu com outros carros ao fundo.

Por que o Ferrari 250 GTO é tão cobiçado

No mundo dos carros clássicos, poucos modelos atraem tanto interesse quanto o Ferrari 250 GTO. Produzido entre 1962 e 1964 em apenas 36 exemplares, ele é visto por muitos entusiastas como o Ferrari mais desejado de todos os tempos.

O chassis 3729GT “Bianco Speciale” e o leilão no Mecum Kissimmee

Mesmo dentro desse grupo raríssimo, existe um exemplar que se destaca sem margem para dúvida: o chassis 3729GT, apelidado de Bianco Speciale. Entre todos os Ferrari 250 GTO, este é o único que saiu de fábrica pintado de branco e tem leilão marcado para janeiro de 2026, durante o Mecum Kissimmee - um dos maiores eventos do mundo para automóveis de coleção.

De acordo com as informações divulgadas pela casa de leilões, a configuração foi resultado de um pedido especial aprovado internamente, algo excepcionalmente incomum na Ferrari daquele período. A expectativa sobre o preço final é alta e pode ultrapassar 70 milhões de dólares (cerca de 60 milhões de euros na cotação atual), embora não exista estimativa oficial.

Encomenda original e aprovação interna na Ferrari

O carro foi encomendado zero-quilômetro pelo britânico John Coombs, dono de uma equipe de competição de sucesso e também concessionário Jaguar. O 250 GTO ficou pronto em 7 de maio de 1962 e seguiu para a Scaglietti, onde recebeu a carroceria desenhada por Giotto Bizzarrini.

A escolha pela pintura branca teria exigido autorizações internas discretas. Segundo a documentação histórica mencionada pela leiloeira, a participação de Alfredo Reali - responsável por pedidos especiais de clientes influentes - teria sido decisiva para viabilizar a encomenda.

Ferrari 250 GTO 3729GT em competição

Além da cor incomum, o histórico em corridas reforça o status desse chassis. O Bianco Speciale foi guiado em competição por pilotos como Graham Hill, Mike Parkes, Roy Salvadori e Jack Sears. Sua estreia em pista aconteceu em Brands Hatch, em 1962, e ele também esteve em provas de destaque como o RAC Tourist Trophy, em Goodwood, ajudando a Ferrari a conquistar mais um título internacional.

A trajetória inclui ainda um capítulo pouco habitual: depois da temporada de 1962, o carro teria sido examinado por engenheiros da Jaguar. A iniciativa teria partido de John Coombs, em uma tentativa de tornar o E-Type Lightweight mais competitivo diante do domínio do GTO - um episódio que ajuda a dimensionar a relevância técnica desse Ferrari naquele contexto.

Após uma longa fase de uso em pistas, o Bianco Speciale permaneceu por cerca de 30 anos com Jack Sears. Em 1999, foi comprado por Jon Shirley, ex-presidente da Microsoft, que conservou o carro em estado meticulosamente impecável e o manteve ativo em eventos de competição histórica e em concursos de elegância.

Hoje, o veículo tem certificação Ferrari Classiche Red Book e traz um motor montado pela própria Ferrari Classiche, além de um segundo motor com especificação 250 GTO incluído na venda. Para colecionadores, é um detalhe importante tanto pela busca de autenticidade quanto pela possibilidade de uso em eventos históricos.

Entre os 36 Ferrari 250 GTO ainda existentes - todos sobreviventes - o Bianco Speciale é um caso à parte. “Um de um” dentro do clube mais exclusivo do mundo automotivo. Em 2026, ele passará a ter um novo guardião e, muito provavelmente, reforçará sua posição entre os automóveis mais valiosos de todos os tempos.

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