O primeiro Bentley 100% elétrico só chega em 2025, mas até lá a marca britânica continua a alimentar o imaginário em torno do seu W12 - agora também presente em um novo cupê chamado Bentley Mulliner Batur.
Apresentado ao público durante a Monterey Car Week, na Califórnia (EUA), o Bentley Mulliner Batur é o carro de produção mais potente já feito pela fabricante de Crewe, no Reino Unido, e também serve como prévia do visual que a marca pretende adotar nos próximos anos.
E, diferente do que vinha ocorrendo recentemente - com a exceção do Bacalar, que nós já conduzimos -, este Batur quebra de vez com alguns traços bem característicos dos modelos mais novos da “casa” de Crewe.
Serão assim os Bentley do futuro?
Na frente, por exemplo, não há mais espaço para os faróis arredondados: no lugar deles aparece uma assinatura luminosa mais fina, marcada e agressiva. A grade dianteira foi posicionada mais alta e recebe detalhes em vermelho, reforçando uma pegada mais esportiva.
Visto de lado, é difícil olhar para outro ponto que não sejam as rodas enormes de 22” com acabamento preto - embora a linha de cintura bem elevada e o capô comprido também se imponham.
Na traseira, além do pequeno aerofólio que se ergue quando é preciso gerar mais pressão aerodinâmica, chamam atenção as lanternas extremamente estreitas - e bem distantes da tradicional forma elíptica -, assim como as molduras cromadas das saídas de escapamento.
Interior bem britânico
Ao entrar na cabine, a ruptura com o restante da gama Bentley não é tão evidente quanto do lado de fora, e boa parte do desenho interno vem do Bentley Bacalar.
O refinamento e o cuidado com os detalhes, típicos do luxo britânico, aparecem em um habitáculo que pode ser revestido com couro escocês, italiano ou com uma espécie de camurça sintética.
A pauta ambiental, aliás, é um dos grandes destaques deste interior: há tapetes produzidos com fio reciclado e peças de acabamento em fibra natural, que entram no lugar da tradicional fibra de carbono.
E como este modelo leva a assinatura Mulliner até no nome, a personalização vai ao limite do gosto de cada cliente. Quase tudo pode ser feito (desde que se pague), incluindo componentes exclusivos - produzidos com impressora 3D - em ouro de 18 quilates.
O mais potente de sempre
A Bentley já deixou claro que quer se tornar uma marca exclusivamente elétrica em 2030, mas, curiosamente (ou talvez não), o Batur não aderiu aos elétrons e foi lançado com o conhecido motor 6.0 W12 biturbo, que aqui entrega 740 cv e 1000 Nm.
Trata-se da mesma configuração de W12 utilizada no Bacalar, embora naquele modelo a potência tenha ficado em 659 cv. Para alcançar os 740 cv, a Bentley revisou o sistema de admissão e mexeu nos turbocompressores e nos intercoolers.
Com esses valores, ele passa a ser o Bentley de produção mais potente de todos os tempos e também um dos mais rápidos, apesar de a marca britânica não ter informado os números oficiais de desempenho.
Vale lembrar que o Continental GT Speed tem 81 cv a menos e faz a arrancada de 0 aos 100 km/h em apenas 3,6s, enquanto a velocidade máxima é de 335 km/h.
Os 1000 Nm de torque máximo vão para as rodas traseiras por meio de um câmbio automático de dupla embreagem com oito marchas. Este Batur ainda traz diferencial autoblocante eletrônico ativo, barras estabilizadoras ativas (controladas pelo sistema elétrico de 48 V) e direção nas quatro rodas.
Quanto custa?
A Bentley já confirmou que pretende produzir apenas 18 exemplares do Mulliner Batur, com preço de 1,65 milhões de libras cada - algo em torno de 1,95 milhões de euros.
Todas as unidades já foram vendidas, e a produção começa no início do próximo ano, com as primeiras entregas acontecendo nos meses seguintes.
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