O “Winged B” é parte central da identidade da Bentley desde o nascimento da marca, e a fabricante britânica raramente mexe nesse símbolo - em mais de 100 anos de trajetória, esta é apenas a quinta vez que ela decide atualizá-lo.
Por isso, a mudança vai além de um redesenho pontual: funciona como o ponto de partida de uma nova fase no design da Bentley.
Estreia em 8 de julho: um concept para abrir uma nova fase
Esse novo capítulo poderá ser visto já no dia 8 de julho, quando um novo conceito vai exibir o “Winged B” atualizado. Não se trata de uma prévia direta de um modelo de produção, mas de uma forma de apresentar a nova linguagem de design da marca.
O novo Winged B
Criado integralmente pela própria Bentley e acompanhado de perto por Robin Page, diretor de design da empresa, o emblema renovado tenta apontar para o futuro sem cortar os laços com a história.
Inspiração no falcão-peregrino
Com linhas mais “afiadas” e um visual mais atual, o novo “Winged B” se inspira nas asas angulosas do falcão-peregrino - o animal mais rápido do planeta, capaz de superar 300 km/h - e elimina as penas inferiores que existiam no emblema anterior. O resultado segue uma direção mais limpa e minimalista.
Para Robin Page, “se uma marca de luxo é o produto das histórias que criou, então o seu emblema é a sua assinatura”. Assim, a mudança representa mais do que uma evolução estética: também sinaliza um futuro mais ousado para a Bentley.
De 1919 para o futuro
O primeiro emblema da Bentley foi desenhado por F. Gordon Crosby em 1919, unindo a letra “B” a asas que simbolizavam desempenho e velocidade - atributos fundamentais para W.O. Bentley, fundador da marca.
As principais revisões do Winged B
Com o passar do tempo, o “Winged B” foi sendo ajustado. A versão que permaneceu por mais tempo na dianteira dos carros de produção apareceu em 1931, agora com um desenho simétrico - o original tinha mais penas de um lado do que do outro.
Em 1996, o símbolo passou por um novo redesenho e, em 2002, já sob o comando do Grupo Volkswagen, o emblema voltou à assimetria original - com 10 penas de um lado e 11 do outro - como homenagem ao traço de Crosby e como um movimento que ajudou a preparar a era do Continental GT.
Já o redesenho de 2025 é o mais arrojado até aqui, por representar uma ruptura evidente com o passado: a forma fica mais geométrica e menos orgânica. E, com isso, abre caminho para um novo capítulo na história da marca.
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