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YangWang U9 Xtreme da BYD faz 6min59,157s no Nürburgring-Nordschleife

Carro esportivo vermelho McLaren U9 Ring King em showroom com carregador elétrico ao lado.

No universo das disputas de “tira-teima” e das tentativas de quebrar marcas históricas, os elétricos chineses vêm chamando atenção - e um dos que mais geraram conversa é o YangWang U9 Xtreme, da BYD. No fim do ano passado, o superesportivo marcou 7min17,9s em uma volta completa no Nürburgring-Nordschleife.

Esse tempo não foi suficiente para bater o Rimac Nevera nem o Porsche Taycan Turbo GT, mas serviu como combustível para a marca chinesa seguir na caça aos recordes.

A escalada de recordes do YangWang U9 Xtreme

Ainda em 2026, o YangWang U9 apareceu na Alemanha para buscar números altos também em velocidade final. No circuito de testes da Automotive Testing Papenburg (ATP), ele registrou 472,41 km/h. Um mês depois, foi além e anotou 496,3 km/h.

A ida do modelo - junto de uma equipe completa de engenheiros -, porém, tinha um objetivo adicional. No mundo automotivo, a grande “bitola” para comparar desempenhos é o cronômetro nos 20,832 km de cada volta do Nürburgring-Nordschleife. E, após a última tentativa cronometrada, o resultado acabou sendo histórico.

O recorde de 6min59,157s no Nürburgring-Nordschleife

A volta aconteceu em agosto, mas a marca preferiu tornar os dados públicos apenas agora. No relógio, o YangWang U9 Xtreme fechou o traçado alemão em 6min59,157s.

Com isso, o superesportivo chinês passou a ser o automóvel elétrico “de produção” mais rápido de todos os tempos no Nürburgring-Nordschleife - e, de quebra, o primeiro a romper a barreira dos sete minutos.

Vale reforçar o peso da expressão “de produção”. Em 2019, o Volkswagen ID.R, também elétrico, completou uma volta em 6min05,336s. Mais recentemente, em abril deste ano, o Xiaomi SU7 Ultra Prototype fez o mesmo percurso em 6min22,091s. Só que nenhum dos dois é um modelo de produção.

E os motores a combustão?

Mesmo com o YangWang U9 levando o título entre os elétricos de produção no Nürburgring, o feito não basta para derrubar, por exemplo, um Porsche 911 GT3 com câmbio manual. O esportivo mais emblemático de Zuffenhausen percorreu exatamente a mesma volta três segundos mais rápido - algo impressionante quando se considera a diferença “gigantesca” de potência entre os dois.

O superesportivo chinês trabalha com cerca de 3000 cv, quase seis vezes os 510 cv do Porsche 911 GT3. Ainda assim, essa vantagem brutal vira apenas três segundos no cronômetro a favor do alemão. Em outras palavras: para cada 1000 cv extras, o U9 não conseguiu sequer descontar um segundo na pista - um lembrete claro do peso que têm massa, aerodinâmica e equilíbrio dinâmico frente à potência pura.

Nos vídeos das voltas, o contraste aparece com facilidade. O YangWang U9 Xtreme dispara para fora de cada curva como se fosse “disparado”, engolindo as retas com uma aceleração quase inacreditável - e chega a tocar 350 km/h.

Já o Porsche 911 GT3, mesmo acelerando tudo o que dá, não encontra margem para passar dos 300 km/h. Em compensação, a forma como ele contorna cada trecho, com precisão, acaba equilibrando o restante: o ritmo é mais fluido e controlado, sem exigir correções bruscas. E vale lembrar que esse 911 nem é o GT3 RS, ainda mais agressivo e ainda mais rápido em pista.

O que sustenta a eficiência do 911 GT3 é o acerto dinâmico. Tração traseira, peso bem contido e a resposta imediata do motor aspirado entregam uma conexão direta entre carro e motorista. No Nürburgring, isso pesa demais: mais do que potência, é controle e constância que definem os recordes de verdade. Ele pode ter só um sexto da potência e queimar gasolina em vez de gastar elétrons, mas ainda assim cruza a linha três segundos antes do elétrico mais rápido de sempre no “Inferno Verde”.


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