Há carros que deixam marca - de alguns a gente sabe exatamente o motivo, de outros nem tanto. Com o Citroën Saxo Cup, eu sei direitinho por quê.
O dia em que o Citroën Saxo Cup me pegou
Grudado nas revistas de automóveis que eu devorava de forma quase compulsiva, fiz centenas de quilômetros ao volante desse hot hatch francês sem nem sair de casa. Tempos em que a gasolina era barata e as férias se mediam em meses…
Acho que foi justamente por causa do Citroën Saxo Cup que eu me dei conta de que gostava mesmo de carros. Percebi que estava “infectado” por esse vírus do bem quando passei a prestar mais atenção nesses modelos do que nos superesportivos que apareciam algumas páginas depois.
Dá para perceber, não dá? Eu tenho um lado meio revivalista. E, embora eu seja o primeiro a dizer que os carros de hoje são melhores em tudo - freiam melhor, fazem curvas melhor e são mais fortes -, a simplicidade de antigamente ainda me ganha por aqui.
Anos 90, simplicidade e o Citroën Saxo Cup Mk1 original
E por que estou escrevendo isso agora? Porque, duas horas antes de digitar estas linhas, eu cruzei com um Citroën Saxo Cup Mk1 totalmente original. Carroceria vermelha. Lindo!
Assim como eu, aquele Citroën Saxo Cup também sobreviveu aos malucos anos 90 - época em que a garotada andava de bicicleta sem capacete e “desinfetava” os machucados com terra.
No mundo dos carros, a maior ameaça eram os kits de fibra capazes de transformar qualquer modelo numa “Feira Popular” com rodas. Ainda assim, era melhor isso do que o culto da fumaça…
Foi aí que caiu a ficha: tirando as centenas de quilômetros que eu rodei agarrado às revistas, eu nunca dirigi um Citroën Saxo Cup Mk1 totalmente original. Falha grave, não acha?
"E aí: você vai me ajudar a matar a saudade? Você conhece alguém com um Saxo Cup original?"
Ajude a gente a reviver o Saxo Cup na Razão Automóvel
Vamos registrar a experiência aqui na Razão Automóvel! A ideia é mostrar para a garotada de hoje como eram os carros no nosso tempo. Fico no aguardo!
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